O que se sabe sobre jogador amador desaparecido após ser levado durante partida de futebol em Ribeirão Preto, SP
Polícia enfrenta falta de informações sobre jogador desaparecido em Ribeirão Preto A Polícia Civil investiga o desaparecimento do jogador de futebol amador...
Polícia enfrenta falta de informações sobre jogador desaparecido em Ribeirão Preto A Polícia Civil investiga o desaparecimento do jogador de futebol amador Guilherme Henrique Borges Paes, visto pela última vez no domingo (19), quando participava de uma partida de na Zona Norte de Ribeirão Preto (SP). Um inquérito foi instaurado para apurar os crimes de sequestro e cárcere privado. Os investigadores também apuram informações que circulam nas redes sociais sobre uma possível atuação de um chamado "tribunal do crime". 🔎"O tribunal do crime é uma prática paralela usada por criminosos que fazem justiça por algo que eles consideram contra a lei deles", diz o delegado José Carvalho de Araújo Júnior, chefe da Delegacia de Investigações Criminais (Deic) de Ribeirão Preto. Abaixo, o g1 lista o que se sabe sobre o caso. Faça parte do canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Quem é o desaparecido? Guilherme Henrique Borges Paes tem 27 anos e atua no futebol amador da cidade. Ele é meio campista do Casagrande Futebol Clube, time que disputa o Campeonato Amador A2, em Ribeirão Preto. O jogador de futebol amador Guilherme Henrique Borges Paes, desaparecido em Ribeirão Preto, SP Arquivo pessoal Como e quando ele desapareceu? De acordo com o boletim de ocorrência e relatos obtidos pela polícia, no domingo (19), Guilherme participava de uma partida de futebol em um campo no bairro Vila Carvalho. Ele foi abordado por pelo menos cinco homens que chegaram ao local em um carro preto. Testemunhas disseram que ele foi colocado no veículo e levado embora. Desde então, não foi mais visto. A irmã de Guilherme recebeu uma ligação informando que ele havia sido levado por desconhecidos. Como o jogador não retornou para casa, a família registrou boletim de ocorrência por desaparecimento de pessoa, sequestro e cárcere privado. O que diz a família? Segundo o boletim de ocorrência, na véspera do desaparecimento, Guilherme discutiu com a namorada na casa onde mora com a mãe. A mulher foi embora levando o celular dele e R$ 100 que estavam na capinha do aparelho. Ainda conforme o registro policial, a mãe do jogador ligou para o telefone e foi ameaçada de morte pela nora. Ela também disse que mataria Guilherme. No domingo, a namorada voltou a procurar pelo jogador na casa dele e foi informada de que ele estava jogando futebol no campo na Vila Carvalho. Por causa do celular e das ameaças, o boletim de ocorrência também foi registrado como ameaça e furto. Campo de futebol na Vila Carvalho onde jogador de futebol amador foi levado em Ribeirão Preto, SP Fabiano Minatto/EPTV Qual é a linha de investigação da polícia? A Delegacia de Investigações Criminais (Deic) trabalha para localizar Guilherme e esclarecer o que aconteceu após ele ser levado do campo de futebol. A principal linha parte do desaparecimento em si e das circunstâncias em que ele foi retirado do local pelo grupo de pessoas. Os investigadores também tentam obter informações por meio de depoimentos, análise de aparelhos celulares e outros meios de apuração considerados estratégicos para reconstruir os últimos passos da vítima. Segundo o delegado, o celular é uma ferramenta importante porque pode indicar deslocamentos e contatos relevantes para o caso. O jogador de futebol amador Guilherme Henrique Borges Paes, desaparecido em Ribeirão Preto, SP Reprodução/Instagram/Casagrande Futebol Clube O que a polícia sabe sobre a hipótese de "tribunal do crime"? Informações divulgadas nas redes sociais apontam que Guilherme pode ter sido alvo de um chamado "tribunal do crime", prática em que integrantes de organizações criminosas aplicam punições próprias contra pessoas acusadas de descumprir regras impostas pelo grupo. O delegado afirma que, até o momento, não existe informação oficial que confirme essa versão. Segundo ele, os investigadores tiveram conhecimento das acusações apenas por meio das redes sociais e trabalham para verificar a origem e a veracidade do material que circula na internet. Também estão sendo analisados vídeos e imagens atribuídos a Guilherme envolvendo abuso sexual infantil. De acordo com o delegado, o trabalho da Deic neste momento é justamente apurar se esse conteúdo é autêntico e qual sua possível relação com o desaparecimento. “É importante que a gente, fiscalize o quanto antes tudo que foi tornado público através dessas redes, para saber de onde veio, para saber realmente se isso é real ou não.” O delegado José Carvalho de Araújo Júnior, chefe da Delegacia de Investigações Criminais (Deic) de Ribeirão Preto (SP) Aurélio Sal/EPTV LEIA TAMBÉM: Ameaças, coação, retaliação e vingança: como agiam mulheres que sequestraram família de caseiro morto Família tem vidro de carro quebrado com barra de ferro e criança ferida com estilhaços após briga de trânsito em SP Araújo Júnior ressalta que a existência de um "tribunal do crime" é inadmissível e que a polícia aprofundará as apurações para identificar eventuais envolvidos e responsabilizá-los de acordo com a lei, independentemente de qualquer acusação que possa existir contra Guilherme. “Isso aí é uma situação que a sociedade repudia e a polícia, mais ainda. Nós vamos trabalhar para localizar e esclarecer, se é que houve envolvimento com esse tal 'tribunal do crime'. Mas o nosso trabalho é justamente esse, ir a fundo, e resolver a questão, indicar quem esteve envolvido e punir essas pessoas com a lei.” O que está dificultando a investigação? Araújo Júnior diz que uma das principais dificuldades da polícia é a escassez de informações vindas de testemunhas. O local onde Guilherme jogava não possui câmeras de monitoramento e é uma área em que as pessoas costumam evitar contato com a polícia. “Ali não tem qualquer câmera. É realmente um ambiente que o próprio pessoal que frequenta impede qualquer monitoramento que seja pela polícia ou pela sociedade. Não está sendo fácil a gente encontrar alguém que viu alguma coisa. Qualquer pessoa que tenha tido contato com essa situação, é importante que nos procure para que a gente continue e melhore a investigação do caso.” A namorada de Guilherme é esperada pela polícia para prestar depoimento, segundo o delegado. Campinho na Vila Carvalho de onde jogador de futebol amador foi levado em Ribeirão Preto, SP Fabiano Minatto/EPTV Como a população pode ajudar? A Polícia Civil pede que qualquer pessoa que tenha informações sobre o paradeiro de Guilherme ou sobre o grupo que o levou procure as autoridades. As denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo Disque-Denúncia, no 181. Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão e Franca